Bom, em primeiro e único lugar faz muito tempo que eu não passo por aqui para comentários sobre tudo e todos. Em respeito ao meu (inexistente) público peço perdão e mais uma chance de continuar este singelo folhetim.
Havia prometido no post anterior fazer comentários sobre uma figura no mínimo relevante à sociedade contemporânea, o técnico de futebol, eternamente chique e injustiçado Wanderley Luxemburgo. Prometi sim e hei de cumprir tal promessa, pois este injustiçado homem merece mais do que ser achincalhado de todos os lados a cada vez que abre a boca. Antes desta justa defesa temos que falar de três assuntos (com importância notóriamente menor que o nosso baluarte futebolístico e técnico do Santos Futebol Clube de um certo Pelé).
O primeiro é a minha, a sua, a nossa novela Caminho das Índias em sua fase final; depois os cross-paralelos entre o mega-popstar bahiano Caetano Veloso e o incrível Usain Bolt; terminando nosso papo com a tal crise do Senado.
Are Baba!O que podemos dizer sobre esta trama de poder e sedução, fruto da imaginação (já com a tecla SAP embutida) da nossa querida Glóra Perez? Nada além desta ser novela global mais globalizadamente emglobelezada da história... da Globo! personagens bilíngues e com tradução simultânea, filhos trocados de pais confusos, aulas no maior estilo "telecurso" sobre psiquiatras, lugares lindos como Dubay que tem apenas 1 avenida e núcleos que nos surpreendem cada vez mais pela sua coerência e integração a cada capítulo.
Você que acompanha assiduamente a novela está torcendo loucamente para o galã de lenço no pescoço Raj deixar para lá essa pendenga de Niraj ser filho do dalit mais espírito de porco do Rajastão e aproveitar sem medo de ser feliz aquele "mega-paguan queliê" que Maya esconde embaixo do sari? Acha que a madrinha da bateria do Unidos do Ulú Capatá deve morrer de leptospirose no fundo do Ganges? Será que o filho é mesmo de Bahuã? Será que Raj é filho de Opash? E será que Opash é fillho de Dadi? E o pior... será que ele é filho de Dadi com Gandhi? Será que Tchatcha (o simpático senhor com sotaque da colônia italiana da Índia) que é viciadaço no tchai nosso de cada dia não seria pai de alguém? por que se não for, ninguém abrirá as portas do paraíso pra ele coitado... O núcleo indiano precisa abrir o terceiro olho senão precisaremos de mais duas rodas das encarnações para resolvermos tantas pelejas, pois a esta altura todos os deuses devem estar fazendo terapia para resolver tamanhas confusões are panguandí.
No núcleo pirado da novela (o mais centrado de todos) um membro da família Cadore enfim vai poder se dedicar à carreira musical: Tarso, o Surtadinho do Brasil irá lançar seu disco com a banda "Kiloucura". Marcam o trabalho letras bem introspectivas e influênciadas pela banda de língua inglesa "Guided by Voices", um som vigorosamente animadésimo e cheio de energia, coisa típica do Tarsinho da Melissinha. Aliás o garoto tem potencial para um digno e legítimo popstar: é rico, adora um quebra-quebra, tem mania de perseguição e aquela atitude contestadora contracultural que somente os gênios imcompreendidos tem, algo que relamente faltava ao mundo pop. No disco haverão além das composições próprias clássicos como "A balada do Louco" dos Mutantes; "Crazy" do Aerosmith e "Miss Lexotan 3 mg" dos gaúchos Júpter Macã. Tarsinho desmentiu veementemente uma versão de "Maluco Beleza" por não achar coerente com sua proposta.
Em nosso segundo assunto prometo ser breve já que é um tema muito óbvio: Usain Bolt não é Bahiano. Um desperdício pois Bolt está para, tem em sí e é do Badauê tudo isso por excelência. E nessa afirmação não cabe contestação.
Imagino a emoção de Caetano ao assistir (o replay em camera lenta) de Bolt em sua pletora de movimentos, cheio de charme e lindo, quebrar todos os recordes mundiais possíveis do atletismo naquela terra branca e sem molejo que é a Alemanha. Imagino seu choro, ao lembrar da cor de seu uniforme (que nítidamente homenageia o Brasil, o Olodum e o Ilê) e paro para pensar no que a celebridade de Santo Amaro da Purificação deve ter imaginado: "Michael Jackson, que bobo... o certo é ser gente linda e preta... Adoooooooooooro esse menino Bolt"
Mas por que citar Usain Bolt e Caetano e Caminho das Índias no mesmo texto? Ora, Bolt é mais rápido que os Carros da equipe de Fórmula-1 Force Índia, e quem ganhou o Grande Prêmio de Valência (chegando na frente de Lewis Hamilton-outro herdeiro legítimo do Badauê) foi Ruuuuuuuuubinho Barrichello do Brasil-sil que tem a velocidade típica da nossa Bahia linda... do nosso lindo mais que demais Caetano. Ou não?
Tinha outro assunto né? Mas deu uma preguice....
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
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Um comentário:
A única coisa que tenho a dizer é: Tinha que ser o Chaves!!! Beijos Lu
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