quarta-feira, 18 de março de 2009

Morre Clodovil Hernandes

Figura de um carisma sem igual dono de uma personalidade impar e notadamente humilde, meiga e carinhosa.
Junto com o homem Clodovil, o Clodo, ou mesmo Clô, como ele gostava de ser chamado, se foi o personagem Clodovil cheio de altos e baixos com mais altos, já que deixava os baixos para seus poucos opositores, já que era um homem de brilho intenso, de um explendor maior que a estrela mais reluzente dos céus do nosso Brasil, um homem que recebia muitas manifestações de afeto, e amizade, sendo talvez o maior motivo de ser tão invejado por seus inimigos, assemelhando-se muito à outra pessoa terrívelmente injustiçada que futuramente será também agraciada aqui neste blog: Vanderley Luxemburgo.
O meu, o seu, o nosso deputado Clô, deixará saudades... quem além dele usará gravatinhas borboleta naquela casa de respeito em Brasília? Quem mais se lembrará das mães adotivas do país do penta? E meus caros, quem daria um "toque" tão construtivo a uma parlamentar colega de trabalho... dizendo cuidadosamente que ela precisaria fazer um upgrade no visual? Este homem de 70 anos com lindíssimas pernas e que como mesmo disse certa vez: "Não tenho medo de ninguém. Sou feito cachorrinho. Passa a mão nas minhas costas que eu já abano o rabo" de nada tinha medo, e nunca teve costas quentes... e agora deve estar em busca de seu ossinho em outras bandas.
É amigos e amigas, esse é o Clô que ninguém gostaria que tivesse partido, com ou sem partido político, já que o nosso Clô foi devidamente absolvido do processo de cassação pelo sua breguíssima e cafona ex-legenda...
Ou não?

Vejam pérolas do nosso Clô:

— Da fruta que eu gosto, o Leonardo DiCaprio gosta até do caroço. Sei disso porque boi preto conhece boi preto. (Veja, sobre a sexualidade do ator Leonardo DiCaprio, 2007)

— Eu não sei o que é decoro, com um barulho destes enquanto um deputado fala. Eu não sei o que é decoro, porque aqui parece um mercado! Nós representamos o país! Não entendo por que há tanto barulho enquanto um orador está falando. Nem na televisão, que é popular, fazem isso. (Primeiro discurso na Câmara dos Deputados, 2007)

— Será que precisamos de gravata ou de seriedade? (Folha de São Paulo, 2007)

— Eu tenho culpa que ela nasceu feia, gente? (Em bate-boca com a deputada Cida Diogo, 2007)

— Dinheiro é uma questão de cada um de nós. Eu só consigo viver no meio da beleza. (Sobre a reforma do gabinete, 2007)

— É claro que vou precisar de apoio, porque sozinho a gente não consegue nem se masturbar - tem de pensar em alguém. (Folha de São Paulo, 2006 )

— Você conhece alguém com 70 anos que tenha essas pernas? (Guia da Folha, 2006)

— Se o Collor tinha aquilo roxo, o meu é cor de rosa-choque. (Site G1, 2006)

— Não tenho medo de ninguém. Sou feito cachorrinho. Passa a mão nas minhas costas que eu já abano o rabo. (Em visita ao Congresso, 2006)

— Evidente que foi (armado o ataque contra as torres gêmeas) pelos próprios americanos, não seja idiota, é como o holocausto, você acha que não tinha nenhum judeu manipulando isso por debaixo do pano? (Em entrevista à Rádio Tupi, 2006)

— Se você não votou em mim, não pode me cobrar nada. Eu vou fazer do jeito que eu sei. Eu não sou político de profissão. (Em reunião de deputados eleitos e empresários na Fiesp, 2006)

— Tudo que me mandarem, eu faço. Em curral alheio, boi é vaca. (Na cerimônia de diplomação, 2006)

— Fala para ele que na próxima eleição, quando me candidatar de novo, vou fazer o possível para ter menos votos para ele não implicar comigo. Se eu pudesse, dava meus votos para ele não ficar tão triste, mas não posso fazer isso. (Em resposta à critica feita pelo tucano Walter Feldman, 2006)